“No gospel os ouvintes não atentam muito para a letra”, lamenta Zé Bruno

Vocalista do Resgate ainda falou do "mais do mesmo" de produções evangélicas: "É uma pena"


"No gospel os ouvintes não atentam muito para a letra", lamenta Zé Bruno

O vocalista da banda de rock paulista Resgate, Zé Bruno, cedeu entrevista ao site Super Gospel. Juntamente ao seu irmão, o baterista Jorge Bruno, o músico falou sobre o trabalho do quarteto no futuro álbum, a ser lançado este ano, além de reflexões sobre a evolução lírica do conjunto.

Questionado sobre as críticas e a mudança lírica que o Resgate mostrou durante a carreira, Zé Bruno disse que é reflexo do tempo. “Acredito que todos nós passamos por esse processo, não só na arte, mas na vida. A crítica sempre esteve presente em nossas composições. Antes era uma crítica com humor, hoje um pouco mais séria”, afirmou o cantor.



Em seguida, o cantor falou de suas impressões acerca de parte do público que consome música cristã. “Na música gospel, de maneira geral, os ouvintes não atentam muito para a letra, para o que está sendo dito, nem para a linha filosófica ou teológica de cada compositor. É uma pena. Nosso universo musical gospel é uma avalanche de produções, centenas de milhares de lançamentos com o velho ‘mais do mesmo’. Não sei se conseguimos o suficiente, mas como banda tentamos sair dessa pista de autorama, e andar por outros caminhos”, disse.

Zé Bruno, aos 51 anos de idade e quase 30 de carreira, acredita que no futuro, quando a banda acabar e os músicos não estiverem vivos, as mudanças do grupo, a cada disco, serão percebidas de forma mais explícita. “Talvez por essa busca em dar respostas cristãs aos temas da vida cotidiana, faça transparecer que procuramos aprender, envelhecemos, amadurecemos, e isso está na nossa música”.

“Nesse novo trabalho não será diferente. Não sei se todos que curtem gospel vão gostar, mas na idade em que estamos, isso já não faz a menor diferença (risos). A boca fala do que está cheio o coração. A veia cômica e debochada e a acidez de algumas letras estarão sempre presentes em nossas composições. O Hamilton e o Jorge reclamam (risos). Mas eles pensam da mesma maneira. Nesse novo disco tem um pouco de tudo!”, concluiu o cantor, sobre o trabalho.




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