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Cantora diz que foi demitida por Aline Barros após assumir ser gay

Ex-backing vocal pede 1 milhão de reais em processo trabalhista


Rejane Silva, ex-backing vocal de Aline Barros.
Rejane Silva, ex-backing vocal de Aline Barros.

As discussões sobre ideologia de gênero parecem que não estão se limitando apenas ao mundo da política. A cantora Aline Barros, destaque da música gospel no Brasil foi acusada por sua ex-backing vocal, Rejane Silva de Magalhães, de ter sido demitida por causa de sua orientação sexual.

Rejane, que afirma ser gay, está pedindo ainda uma indenização de R$ 1 milhão por supostamente não ter recebido direitos trabalhistas ao longo dos dez anos em que prestou serviços à artista evangélica.

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O caso, que corre na 4ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, ainda não foi julgado, mas uma audiência está marcada para o próximo dia 25 de outubro, quando testemunhas serão ouvidas.

Em entrevista ao portal G1, o representante de Rejane, o advogado Giovanni Ítalo de Oliveira, revelou que “o processo em si está motivado pelo próprio não reconhecimento do vínculo empregatício”, e acrescentou que a sua cliente sofreu ainda assédio moral ao ter sido “demitida por discriminação”, afirmou.

Ainda de acordo com Ítalo de Oliveira, Rejane, que trabalhou na banda de Aline entre 2005 e 2015, não teria recebido benefícios como o FGTS, 13º salário e férias além de ter sido preterida nos últimos shows quando ainda trabalhava para Aline.

Perguntado sobre como Aline Barros ficou sabendo que Rejane é homossexual, o advogado disse não saber quem contou, mas acredita que tenha sido alguém da Igreja.

“A Rejane nunca chegou a assumir a homossexualidade – ela é evangélica, e o mundo gospel não aceita gay. A Aline e o Gilmar perguntaram se ela era homossexual. Ela negou, e mesmo assim começou esse tratamento de discriminação”, explicou.

“Não bastasse isso, começou a ser discriminada. Aline e Gilmar, que é marido da Aline e cuida da carreira dela, não convocavam mais para os shows e usaram de todas as formas possíveis para que Rejane se demitisse. Isso acabou não levando efeito, porque ela resistiu. Mas acabou sendo sumariamente demitida. A única razão de ter sido demitida foi a opção sexual dela.”

O advogado afirma que não sabe quem contou a Aline Barros que Rejane é homossexual. “Não conheço a fonte, acabou vazando provavelmente foi alguém da Igreja. Era difícil, porque a Rejane nunca chegou a assumir a homossexualidade – ela é evangélica, e o mundo gospel não aceita gay. A Aline e o Gilmar perguntaram se ela era homossexual. Ela negou, e mesmo assim começou esse tratamento de discriminação.”

Uma audiência já chegou a acontecer no último dia 2 de agosto. Na ocasião, Aline que estava no Rio Grande do Sul “em razão de compromissos profissionais” foi representada pelo seu marido, o ex jogador de futebol Gilmar Jorge dos Santos. Gilmar é sócio da cantora no Grupo Genesis de Produções e Eventos Itinerantes LTDA e na Aline Barros Produções Artísticas S/S LTDA – empresas também citadas no processo.

Aline Barros ainda não se pronunciou sobre o processo e não retornou até a publicação desta reportagem. No entanto, durante o primeiro encontro na Justiça do Trabalho, Gilmar dos Santos negou todas as acusações.



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